1. As perguntas e a pontuação

O teste tem 30 perguntas exibidas, distribuídas em 6 etapas de 5. Cada etapa concentra perguntas de um mesmo eixo, e cada pergunta oferece quatro alternativas. Cada alternativa vale de 0 a 4 pontos, conforme o quanto aquele comportamento tende a sustentar uma rotina organizada ao longo do tempo.

Como cada eixo tem cinco perguntas, a pontuação bruta vai de 0 a 20 pontos por eixo, convertida para uma escala de 0 a 100 para facilitar a leitura. A média simples dos seis eixos forma a nota geral. Não há pesos diferentes entre eixos: planejamento e ambiente contam igual, porque a importância relativa de cada frente varia demais de pessoa para pessoa.

2. As perguntas adaptativas

Nas etapas de 2 a 6, as quatro primeiras perguntas são fixas e a quinta é escolhida a partir de uma resposta que você já deu. Quem registra compromissos em aplicativo recebe uma pergunta sobre a confiabilidade desse aplicativo; quem confia na memória recebe uma pergunta sobre o custo disso; quem usa papel recebe outra sobre a estrutura do caderno.

Isso existe por um motivo prático: uma pergunta genérica o suficiente para servir a todos acaba não servindo bem a ninguém. Ao ramificar, o teste consegue ser específico sem ficar longo. Se você voltar e alterar uma resposta que define um caminho, as perguntas adaptativas seguintes são recalculadas e as respostas que deixaram de existir são descartadas automaticamente.

3. Como o perfil é escolhido

Cada um dos oito perfis tem um padrão de referência nos seis eixos. A comparação entre as suas notas e esses padrões usa dois critérios combinados, e não apenas a diferença bruta.

  1. Formato do gráficoAs duas séries são centradas na própria média antes de comparadas. Isso isola o padrão de forças e fraquezas de cada perfil, independentemente do nível geral. Esse critério responde por cerca de 62% da decisão.
  2. Nível geralA diferença entre a sua média e a média do perfil. Esse critério responde pelos 38% restantes e é o que separa dois perfis com formato parecido, mas em patamares diferentes.
  3. Ranking completoTodos os oito perfis recebem uma nota de afinidade, e não apenas o vencedor. É por isso que a página de resultado mostra os cinco mais próximos: o segundo colocado costuma dizer tanto quanto o primeiro.

4. O plano de sete dias

O plano não é uma lista fixa por perfil. Ele é montado a partir de três fontes: os seus dois eixos mais baixos, que fornecem as ações dos dias 1 a 5; marcadores específicos ativados por respostas pontuais, que podem substituir a ação do terceiro dia por algo mais direcionado; e o seu eixo mais forte, que entra no sexto dia como alavanca. O sétimo dia é sempre de revisão, porque escolher um único hábito para manter é o que determina se algo sobrevive à segunda semana.

Um exemplo: alguém que respondeu confiar na memória para guardar compromissos recebe, no terceiro dia, a ação de escolher um lugar único de registro — independentemente do perfil obtido. Existem quinze marcadores desse tipo, cada um ligado a um comportamento específico relatado durante o teste.

5. O que este teste não é

Limites que vale conhecer antes de dar peso ao resultado

Este é um instrumento informativo baseado em autorrelato. Ele não passou por validação psicométrica, não mede traços de personalidade, não diagnostica nenhuma condição e não substitui avaliação profissional. Dificuldades persistentes de organização, atenção ou procrastinação podem ter causas que um questionário como este não alcança, e nesses casos a orientação adequada vem de um profissional de saúde habilitado.

Há também os limites próprios de qualquer autorrelato. As respostas refletem a sua percepção sobre os seus hábitos, que pode ser mais generosa ou mais severa do que a realidade, e refletem o momento em que você respondeu. Uma semana atípica muda o resultado. É por isso que refazer o teste alguns meses depois costuma ser mais informativo do que analisar demais uma única aplicação.

O que o teste faz bem é organizar informação que você já tem sobre si mesmo, mostrar em qual frente está o seu gargalo atual e transformar isso em ações concretas. É um ponto de partida para observação, não uma conclusão sobre quem você é.